A Seleção Brasileira de Futebol Feminino prestou uma homenagem à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na última sexta-feira, dia 30 de maio, na Neo Química Arena, em São Paulo, antes do amistoso contra a seleção do Japão. A ação ocorreu poucos dias depois de Marina ser alvo de ataques misóginos durante uma sessão no Congresso Nacional.
O gesto simbólico destacou a importância do protagonismo feminino no esporte, na política e na sociedade. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Marina afirmou que a homenagem é um verdadeiro “símbolo de resistência” e representa uma manifestação concreta de solidariedade em um espaço ainda majoritariamente ocupado por homens.
O jogo, além de marcar o compromisso esportivo, também celebrou os 130 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reforçou que a homenagem reflete o compromisso da entidade com a valorização do futebol feminino como ferramenta de transformação social, equidade e inclusão.
A ministra deixou a Comissão de Infraestrutura do Senado dias antes, após ser alvo de ataques por parte do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que chegou a declarar publicamente, durante uma audiência na CPI das ONGs, que teve vontade de “enforcá-la”. O episódio gerou forte repercussão e mobilizou diversas manifestações de apoio à ministra.
O ato na arena é mais uma demonstração de que, dentro e fora de campo, as mulheres seguem firmes, resistindo, ocupando espaços e transformando realidades.
