Fazer um filme circular e encontrar seus públicos de forma acessível é um dos grandes desafios do cinema brasileiro. Dando sequência ao seu programa formativo de distribuição e circulação audiovisual, a Fistaile lança o podcast Receba com quatro episódios conduzidos por Rastricinha Dornelles.
A primeira edição da Receba, realizada no Rio de Janeiro, uniu um grupo diverso de 40 profissionais do audiovisual num espaço de confluência, aprendizado e reflexão sobre distribuição, circulação e desenho de audiência. Durante o programa, metodologias da Fistaile foram aplicadas diretamente em cinco projetos nacionais em diferentes etapas de produção.
A temporada de estreia vai além das fórmulas tradicionais de mercado para escutar e integrar tecnologias de outras linguagens, como o funk, o ballroom, as redes de afeto e a mobilização comunitária, abrindo caminhos estratégicos para repensar a distribuição de cinema no país.
A temporada funciona como uma ferramenta de formação contínua e preservação de memória da Receba. As conversas trazem grandes referências de profissionais e criativas brasileiras para debater trajetórias, mercado de trabalho, políticas e o encontro com os públicos do cinema brasileiro.
“A Receba nasceu do desejo de criar um espaço de escuta, onde artistas e realizadores possam compartilhar não apenas suas obras, mas também os caminhos, desafios e afetos que atravessam suas trajetórias. A ideia é aproximar o público de pessoas que estão transformando a cultura brasileira a partir de suas vivências e de suas criações”, afirmam Marina Tarabay e Talita Arruda, fundadoras da Fistaile, idealizadora do programa.
O podcast Receba já está disponível gratuitamente nas principais plataformas de áudio (Spotify, Apple Podcasts, Deezer) e as convidadas desta primeira temporada são:
A cineasta, roteirista e pesquisadora Vitã, que compartilha sua relação entre a cultura Ballroom e o audiovisual, além dos bastidores de produções como Salão de Baile e Trago a Pessoa Amada.
A produtora e diretora Erika Candido, da Kilomba Produções, fala sobre a construção de narrativas negras e periféricas plurais e sua experiência, de mais de duas décadas, em projetos premiados no Emmy, em Cannes e em diversos festivais nacionais.
Na sequência, a multiartista Taísa Machado, fundadora do Afrofunk Rio, reflete sobre o funk como potência cultural e política, discutindo a cidade como espaço de aprendizado e o cruzamento destas linguagens com o cinema.
Encerrando a temporada, Adélia Sampaio, a pioneira diretora de Amor Maldito relembra sua trajetória e compartilha reflexões sobre os desafios do fazer cinematográfico e o futuro das narrativas no Brasil.
“O podcast Receba foi um presente que me permitiu conhecer pessoas incríveis, que transformam o audiovisual em um lugar mais inclusivo e a arte em potência e ponte. Pessoas que compartilham formas mais saudáveis, inventivas e livres de fazer cinema e de existir no mundo. Continuar esse diálogo é também imaginar futuros possíveis para a juventude negra, para as mulheres negras e para todos que sonham em fazer arte. Porque criar também é construir pontes de amor, diálogo e liberdade”, finaliza Rastricinha.
A Receba foi viabilizada pelo Edital de Apoio à Formação Profissional no Setor Audiovisual do Programa de Fomento Pró-Carioca Audiovisual 2024 da RioFilme, com parcerias do Projeto Paradiso e do Curso de Cinema e Audiovisual da ESPM Rio.
Sobre a Fistaile
A Fistaile atua na intersecção entre distribuição, desenho de audiência e curadoria. Fundada em 2021 por Marina Tarabay e Talita Arruda, a empresa viabiliza a circulação de narrativas desde o desenvolvimento até o lançamento, com foco em estratégias de marketing e inteligência de público. Com um portfólio de 15 filmes em desenvolvimento e mais de 20 sob consultoria, na Fistaile nenhum projeto é igual ao outro, mas algo sempre fica de referência para o próximo.
Sobre a RioFilme
Fundada em 1992, a RioFilme é a empresa pública municipal responsável por apoiar e promover o setor audiovisual no Rio de Janeiro. Sua missão é fomentar o desenvolvimento do setor em toda a cadeia de valor, fortalecendo tanto a economia quanto a identidade cultural da cidade. A RioFilme investe em todas as etapas do ecossistema audiovisual — da formação e desenvolvimento à produção, distribuição, exibição e promoção internacional. Também atua na democratização do acesso às salas de cinema e oferece apoio estratégico a produtores brasileiros e estrangeiros que desejam filmar no Rio, por meio da Rio Film Commission.
Sobre o Projeto Paradiso
O Projeto Paradiso, uma iniciativa filantrópica do Instituto Olga Rabinovich, investe em formação profissional e geração de conhecimento com programas de bolsas e mentorias, além de cursos, seminários e estudos. Focado na internacionalização, atua por meio de parcerias com instituições de referência no Brasil e no mundo, criando oportunidades para profissionais em diferentes fases da carreira. Desde 2019 a iniciativa já beneficiou centenas de profissionais brasileiros do audiovisual por meio de suas inúmeras iniciativas.
Sobre a ESPM-RJ
ESPM Rio de Janeiro é uma instituição de ensino superior que atua há mais de cinco décadas na formação de profissionais nas áreas de comunicação, marketing, gestão, negócios e economia criativa. Presente no Rio desde 1974, a escola combina excelência acadêmica, inovação e conexão com o mercado, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação, extensão e programas de mestrado. Localizada na Villa Aymoré, na Glória, a ESPM Rio também desenvolve pesquisas, projetos e iniciativas voltadas ao desenvolvimento da cidade e das indústrias criativas.
Serviços
Podcast Receba
Estreia 01/09/2026
