Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou um esquema de fraude bilionária que afetou milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. Pelo menos 11 entidades, entre associações e sindicatos, são suspeitas de aplicar descontos não autorizados diretamente nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a investigação, o golpe foi praticado entre 2019 e 2024, atingindo cerca de seis milhões de beneficiários. Os descontos, que chegavam a R$ 81,57 por mês, eram cobrados sem autorização formal dos aposentados, totalizando prejuízos milionários.
Após a operação, o governo federal determinou a suspensão dos descontos e anunciou que os valores descontados indevidamente no mês de abril serão devolvidos já na folha de pagamento de maio. Ainda não há previsão para a restituição dos valores referentes a meses anteriores.
Além da suspensão, o presidente do INSS foi demitido e outros cinco servidores foram afastados. A CGU apontou falhas graves no controle interno do instituto, que permitiram a continuidade dos descontos mesmo com o aumento no número de reclamações nos últimos anos.
Especialistas em direito previdenciário orientam os aposentados e pensionistas a acompanharem de perto seus extratos de pagamento. Quem identificar qualquer desconto não autorizado deve reunir a documentação, somar os valores e solicitar a devolução através dos canais oficiais do INSS, preferencialmente com apoio jurídico.
O caso expõe não apenas a fragilidade no sistema de controle da Previdência Social, mas também a necessidade urgente de mecanismos mais seguros para proteger os beneficiários, especialmente os mais vulneráveis.
