Terceiro CAPS implantado pelo município, unidade se tornou referência na atenção psicossocial e no cuidado territorial
O CAPS III Arthur Bispo do Rosário completou 28 anos de história no dia 15 de agosto. Criado em 1998, o equipamento foi o terceiro Centro de Atenção Psicossocial implantado pelo município do Rio de Janeiro, tornando-se parte importante da construção da política de atenção psicossocial da cidade.
Localizado na Taquara, em Jacarepaguá, o serviço integra a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e tem como princípio oferecer cuidado em saúde mental próximo ao território onde vivem os usuários. Ao longo de quase três décadas, o CAPS construiu uma trajetória marcada pelo acolhimento, acompanhamento multiprofissional e articulação com outros equipamentos da rede pública.

A história do Arthur Bispo do Rosário também acompanha as transformações pelas quais passou a política de saúde mental brasileira. A proposta dos CAPS é ampliar as possibilidades de cuidado para além da lógica da internação, fortalecendo vínculos familiares e comunitários e contribuindo para a autonomia dos usuários.
A unidade passou posteriormente a atuar na modalidade CAPS III, que permite funcionamento 24 horas e acolhimento de pessoas em situações de crise, ampliando a capacidade de resposta da rede de saúde mental. Registros da Secretaria Municipal de Saúde apontam a consolidação do serviço nessa modalidade e sua atuação integrada ao território.

Um marco para a saúde mental carioca
Ser o terceiro CAPS criado pelo município dá ao Arthur Bispo do Rosário um significado histórico dentro da expansão da atenção psicossocial no Rio de Janeiro. O equipamento faz parte de uma mudança de perspectiva no cuidado em saúde mental, baseada na construção de vínculos, no respeito aos direitos dos usuários e na oferta de atendimento inserido na comunidade.
Os 28 anos da unidade representam, portanto, mais do que uma data comemorativa. O aniversário marca quase três décadas de uma política pública que atravessou diferentes momentos da cidade e da saúde brasileira, mantendo como desafio permanente garantir cuidado humanizado, acesso ao serviço e continuidade do acompanhamento.
A homenagem a Arthur Bispo do Rosário, artista sergipano que viveu grande parte de sua vida no Rio de Janeiro e produziu uma obra reconhecida internacionalmente, também aproxima o equipamento de uma discussão fundamental sobre saúde mental, direitos, dignidade e reconhecimento da singularidade de cada pessoa.
Ao completar 28 anos, o CAPS III Arthur Bispo do Rosário reafirma a importância dos serviços públicos de saúde mental e o papel dos profissionais, usuários, familiares e demais atores da rede na construção cotidiana de um cuidado mais humanizado e conectado ao território.
