A homofobia e a transfobia seguem matando no Brasil. Relatórios recentes mostram aumento nas mortes violentas de pessoas LGBTQIA+, enquanto faltam políticas públicas efetivas para enfrentar esse cenário de ódio. Mesmo com avanços jurídicos, como a criminalização da LGBTQIA+fobia, a violência cresce e as punições continuam raras.
Segundo dados de organizações que monitoram esses crimes, as mortes violentas aumentaram em relação ao ano anterior, com homens gays, mulheres trans e travestis entre as principais vítimas. A maioria é jovem e negra, reforçando o recorte social e racial da violência. Além das mortes, milhares de agressões físicas, psicológicas e sexuais são registradas anualmente sem contar a imensa subnotificação.
Especialistas alertam que o Brasil ainda falha na prevenção: não há capacitação adequada para agentes de segurança, faltam campanhas públicas, faltam políticas de inclusão e proteção, e o registro oficial dos casos ainda não reflete a realidade. A violência cresce também impulsionada pelo discurso de ódio e pela naturalização da LGBTQIA+fobia em diversos espaços.
As consequências atingem não apenas a segurança, mas também a saúde pública. A discriminação afasta a população LGBTQIA+ dos serviços de saúde, prejudica o acesso a direitos básicos e agrava o sofrimento psicológico, contribuindo para depressão, ansiedade e risco de suicídio.
É urgente que governos municipais, estaduais e federal implementem políticas públicas consistentes, fortaleçam a coleta de dados, capacitem profissionais de segurança e saúde, e invistam em campanhas de conscientização. Homofobia mata e o país não pode continuar ignorando essa realidade.
Enquanto o poder público falha, vidas seguem sendo interrompidas por ódio e intolerância. Proteger a população LGBTQIA+ é obrigação do Estado e responsabilidade da sociedade. Somente com ação e políticas eficazes será possível reverter esse quadro.
