Foi publicado no Diário Oficial da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que os vereadores da cidade passam a ter direito a vale-alimentação de R$ 1.739,29, o mesmo valor pago aos servidores da Casa.
Na prática, isso representa cerca de R$ 217,40 por dia de sessão, que em média acontecem apenas 8 vezes por mês.
Enquanto isso, trabalhadores cariocas seguem enfrentando escala 6×1, baixos salários e falta de reajuste digno no vale-alimentação quando têm acesso a ele.
É mais um exemplo do abismo entre o que vivem os servidores públicos de base, os trabalhadores das ruas, e os representantes eleitos que dizem “trabalhar pelo povo”.
O benefício se soma a uma lista extensa de privilégios que inclui auxílio combustível, manutenção e locação de veículos (inclusive blindados), além de um salário mensal de cerca de R$ 18 mil.
Tudo isso em uma cidade onde o custo de vida sobe, o transporte público piora e o prato de comida pesa no bolso de quem realmente sustenta o Rio.
Enquanto o trabalhador precisa escolher entre pagar a passagem ou almoçar, os vereadores garantem mais uma mordomia distante da realidade de quem acorda cedo e enfrenta ônibus lotado.
Não é de vale-alimentação de vereador que o Rio precisa.
É de respeito, de reajuste para o trabalhador e de fim da exploração da escala 6×1.
É hora de olhar pro povo, não pro próprio umbigo.
