A Clínica da Família Maestro Celestino, localizada em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve suas atividades suspensas por tempo indeterminado devido à falta de segurança na região. De acordo com a Prefeitura do Rio, há um ponto de venda de drogas ao lado da unidade, onde homens armados permanecem frequentemente.
A clínica está situada na comunidade da Palmeirinha. Moradores relataram que traficantes armados invadiam o local com frequência, ameaçando funcionários e exigindo medicamentos e procedimentos. Com isso, há mais de um mês os pacientes vêm sendo encaminhados para outras unidades.
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, classificou o fechamento como grave e destacou que há uma intenção não declarada dos traficantes de ocuparem o prédio. “A comunidade da Palmeirinha foi toda cercada pelo tráfico, tem barricadas para poder chegar à unidade de saúde, um ponto de venda de drogas colado à unidade e constantemente invasão por homens armados constrangendo nossos funcionários e os pacientes da unidade”, afirmou.
Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostrou que nove clínicas da família e centros municipais já suspenderam o atendimento por causa da violência somente no primeiro trimestre de 2025. Nesse período, as unidades fecharam as portas 853 vezes em 90 dias.
Na Vila Kennedy, por exemplo, uma unidade teve que reduzir o horário de funcionamento, encerrando as atividades uma hora mais cedo, antes do anoitecer.
“Os números mostram que a gente vem perdendo espaços no nosso território pro tráfico. Em situações de guerra, de conflito armado, essas unidades são protegidas. Infelizmente, aqui no Rio de Janeiro isso não está acontecendo”, concluiu o secretário.
