O premiado espetáculo Burburinho, do Grupo EPA, retornou aos palcos em junho com uma curta e impactante temporada no Teatro Cacilda Becker, nos dias 27, 28 e 29, arrebatando o público com sua mistura de potência poética, política e memória coletiva. Com sessões lotadas, muitos que não conseguiram assistir já clamam: “que venha mais!”
A peça também realizou uma apresentação beneficente no EPA (Espaço de Pesquisas Artísticas), no Recreio dos Bandeirantes, em solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, reafirmando o compromisso do grupo com o afeto, a escuta e a ação coletiva.
Burburinho parte das miudezas do cotidiano, dos nomes esquecidos e das histórias apagadas para construir uma narrativa viva, popular e urgente. É um espetáculo que transforma sussurros em cena e silêncios em gritos de resistência e afeto.
Para o espectador Samuel Augusto,
“Burburinho me ensurdecEU. É como se a peça gritasse aquilo que a gente sentiu a vida toda e nunca conseguiu dizer. Saí de lá com o peito cheio de verdade e vontade de contar minhas próprias histórias.”
Mais do que teatro, Burburinho é memória encarnada, é grito coletivo, é burburinho que vira movimento. E se depender da plateia, essa história está só começando.
