Na manhã de segunda-feira, 19 de maio de 2025, uma operação conjunta da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) resultou na morte do agente José Antônio Lourenço, na comunidade da Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação tinha como objetivo fiscalizar fábricas clandestinas de gelo, suspeitas de fornecer produtos contaminados a ambulantes e quiosques nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio .
Durante o cumprimento dos mandados, houve intenso tiroteio. O agente Lourenço foi atingido na cabeça, chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos . Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que colegas tentam socorrê-lo em meio ao confronto.
A morte do policial provocou protestos imediatos. Manifestantes bloquearam a Linha Amarela por cerca de 20 minutos; motoristas abandonaram seus veículos e se deitaram no chão após ouvirem disparos . A Polícia Militar atuou para liberar as vias, com apoio de equipes do 18º BPM, Recom e BPVE.
Em resposta ao ocorrido, o governador determinou reforço no policiamento ostensivo na região. Apesar disso, moradores relatam que a presença policial dentro da comunidade ainda é limitada . O comércio local retomou as atividades, mas, por precaução, 30 escolas optaram por manter as aulas de forma remota.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando o caso. Até o momento, não há registros de prisões ou apreensões relacionadas à ocorrência. A Secretaria de Estado de Polícia Civil classificou a morte do agente como um “brutal assassinato por criminosos” .
Este incidente eleva para 29 o número de agentes de segurança mortos na região metropolitana do Rio de Janeiro somente neste ano .
